Toda terça-feira chega uma camionete de livros usados. Em média, 12% vira acervo. O resto segue para doação, reciclagem ou para a pilha de R$ 10 — que, aliás, é onde nascem os maiores leitores.
Raridade não é livro velho
Raridade é encontro: edição esgotada, tradução fora de catálogo, dedicatória de autor, marca de uma coleção importante. Um Neuromancer de primeira edição brasileira vale mais que muito lançamento lacrado.
"Livro raro é aquele que procura a gente."
Nosso selo de condição existe para isso: você compra um usado-com-sinais sabendo exatamente quais sinais. Transparência é o que transforma sebo em livraria — e desconfiança em coleção.